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sábado, 15 de maio de 2010

A POESIA DE RONALDO FRANCO



A METÁFORA VANGUARDISTA E O PALAVREADO PARAOARA (NA POESIA) DE RONALDO FRANCO

"A minha poesia dialoga (primeiramente) com a Ecologia dos Afetos. Como reconstrução da humanidade. Como investimento ético-afetivo. Uma ética que permita recuperar o sentimento pelo outro, pela fauna e flora".

Ronaldo Sérgio Batista Franco nasceu em Belém. Jornalista por excelência, é considerado pela intelligentsia paraense como um artesão das palavras. Um trabalhador sem relógios. Sobrevivente dos abscessos da desinteligência. E continuo aprendiz que em dezembro de 2009 completou 61 anos, dos quais mais da metade dedicado a poesia. Ronaldo, conhecido por todos os amantes da poesia como "Poetinha" – codinome criado pelo jornalista Elias Pinto –, é desses escritores, com presteza de poeta, boa praça, fomentador de culturismo e homem culto, que vive de bem com a poesia. Tido como um marechal das palavras já publicou quatro livros – alguns em parceria com outros intelectuais. Autodenomina-se voraz leitor de grandes escritores contemporâneos e circula com facilidade por todas vertentes literárias.

Fiel ao encanto poético, desde jovem, sofre forte influência de escritores do peso de Ruy Barata, Max Martins, José Maria de Vilar Ferreira, Mário Faustino, Pedro Galvão, Ferreira Gullar, Mário Quintana, Carlos Drummond, Jorge de Lima, Vinicius de Moraes, Manuel Bandeira, Stéphane Mallarmé, Tristan Corbière, Charles Baudelaire, Maiakóvski, Walt Whitman, Dylan Thomas, Sylvia Plath e Ezra Pound.

A paixão pelas palavras caminha a passos largos: a poesia de Ronaldo Franco é, pois uma grande angular cabana. Uma voz repetindo uma, ou duas palavras junto ao ouvido. Uma coceira de letras no corpo. Imagens soltas na cabeça. Outras encarceradas na memória onde o poeta trabalha numa viagem até aqui. Ou bem longe. Dentro de um navio com asas. Nas ondas dos caminhos. Onde florescem janelas. Até a palavra nuvem. Até a última pedra. Até logo.

Por amor a poesia: desde 2004 Ronaldo tem uma celebrada página no caderno "Por Aí" do jornal "Diário do Pará": coluna que sai todas às sextas, onde – com sensibilidade – municia seu cativo público com poesias de vida e morte e concorridas agendas culturais. Vale destacar que em parceria com compositores e cantores de Belém, o "Poetinha" tem letras de música gravadas em CDs, e nos colégios públicos do estado distribuiu (de graça) mais de 800 livros (o Cidade Velha). 

O poeta Ronaldo Franco pode ser lido e admirado por meio de seu visitadíssimo blog de variedades, que responde por informações das artes paraoaras – e principalmente das artes belemitas – lugar que o poeta publica seus poeminhas, mistura-se com os normais. É o caderno eletrônico (- visível -) de todas as raças multiculturais, posto que com simplicidade e sem veneno, repassa aos internautas as dicas dos movimentos de todos os palcos de nossa literatura, música, teatro, política, esporte, bem como a cultura do Brasil e do mundo.

Para acessar o Blog do poeta clique aqui. E para segui-lo no Twitter clique aqui

I - Livros publicados:

“Teia”, “Cidade dos Poetas” (em parceria com o poeta José Maria de Vilar Ferreira), “Cidade das Águas” (em parceria com Alfredo Garcia) e “Lente Feminina” (com as fotografias de Ana Mokarzel e Karol Khaled, livro inovador produzido com imagens incorporadas às palavras).

II - Poemas Eletrônicos



III - Parcerias musicais com outros artistas






IV – Fragmentos Poéticos

1

Sou uma constante reescrita.

É impossível não se dizer
(no mínimo de letras)
e, ao mesmo tempo,
em que não se pode tudo dizer
(no máximo de palavras).

Falar demais:
é escancarar detalhes insignificantes
da vida doméstica.

A minha vida
sustenta-se no diário de algumas palavras:
- Trabalho, respeito, ternura, amizade,
saudades, amor.

(Essas tão fora da existência do mundo...)

Por gostar de banho de chuva:
- Estou sempre sujeito a fortes crises de gripe
e febre de carinho.


2 

Sinto medo do Ronaldo
solto no papel, onde poeta
me dou abismos.


Mas que faria
se já não fosse Franco
e se já não tivesse passado pelas paixões do Sérgio,
por Batista (saído das fraldas,
das calças curtas, de amores inesquecíveis)

e pelos mares das letras?

3


O Guarda-Chuva

Dobrado em sua solidão
em sua única asa
negra
seu secreto escuro.

Sujo e ignorado
em seus arames
entediado objeto
inventor de sombras.

Aguarda
as conseqüências
dos ventos e dos relâmpagos
para abrir-se
no mesmíssimo vôo
sobre um ombro qualquer.

Cobre
o encontro urgente
na hora necessária
a alegria debaixo da espera
o susto das palavras
na cabeça da noite.

E não deixa
a água molhar a mão
que segura o rosto
incendiado
no beijo pensado.

Como um pássaro
que liga a chuva ao amor

4

Bar do Parque

Sem portas
não fecha
o concerto de gargalhadas
nem cala
a liberdade

Não algema
mãos delicadas
nem tranca
a escandalosa saudade.
Sem janelas...
Porque o adeus na noite
é obsceno
em desamparados olhares

O teto
são cabeças distantes
e o cio de estrelas
da terra

O chão:
- A existência
do céu inventado
e o inferno do rim
(no mijo das palavras)

É assim o bar
do par que exibe
as bocas naufragadas
entre copos e garrafas
(sobre o lixo da escuridão)
- como um outdoor
do tédio! -

(...Esse par que
no barco bêbedo
dentro do mar invisível
quebra-se
nas calçadas do sol...)

O bar não fecha a poesia:
não tem portas a noite
nem janelas o dia.


O bar é par do impossível
que amanhece ímpar


5

Quantos amarronzados
fingiram-se de brancos?


Quantos assumem o pardo
desde Castelo Branco?


Quantos pardos
quando tipóias
juntaram os ossos do amor?


De quantos bichos
os morenos vestiram-se
para serem
humanamente despidos?
Por quantas coxas
a serpente negra passou?



6

Esse Ruy é minha rua

O Paranatinga
inesperadamente fechou abril

Rapidamente
abriu-se o rum do vazio

O rio sabe o rumo
do boto boêmio

A boemia rema
saudade do poeta inexaurível

O argonauta de bares
aporta na rima extrema

Pelos ares:
um pixé de solidão na cidade

Nel mezzo del camim
um Ruy sem fim
pisa nos calos da lua

Esse Ruy sem endereço
é minha rua...A poetização da vida:
o caminho
para o amor interior:
tanto para um
quanto para o outro,
com os silêncios do cotidiano
quebrados
com as vozes dos olhares...

7

Parceiros musicais:
saltam da mente para a música
e para o sol
que ameaça transbordar
o ritmo da noite.

(O chão de pedras serve como rascunho
para letras no meio do caminho da poesia).

8

Nem Drummond
Nem Gullar
Nenhum poeta do mundo
Sente o cheiro da saudade
da minha mãe no ar
Só eu...Eu só...

9

Um casal guarda dentro da memória
outro mundo maior que o mar.

Andam em palavras movediças
(com suas coragens).

Afundam-se em olhares,
ouvidos, beijos (prorrogados)
e corações (celebrados).

Emergem de interpretações amalucadas:
do eu te amo irrevogável,
do riquíssimo vocabulário
(íntimo) em sílabas
e que deságuam em criatividade física:
de pernas e braços entrelaçados.

A vida é profunda,
e eles bóiam ilhados no desejo.
Bóiam e, em fantasias desmedidas,
cada um a sua maneira,
brincam com os que dizem
que “os casados não namoram...”

Ao sabor arejado da inteligência amorosa
em que florescem,
são sempre apaixonados.

Cegos para o passar do tempo.

E seus olhos são presentes do amor.

10

Janelas :
Vãos cavados nas casas da memória,
e nelas surgem as saudades,
que se escancaram para a distância das coisas.

Nos rasgões das paredes do cotidiano,
debruçam-se as vozes
de calendários calados...

Janelas
são bocas das palavras domésticas:
Liberdade do dizer para além delas.

Os dias de dezembro
abrem-se para o mundo.

11

Nem sempre escutado
O galo e sua ópera encharcada

No tempo
por cima
dos telhados do tédio

Sobre
chuvas íntimas
no bordel das conversas

Movimenta
as folhas dos corpos
em resma de silêncios...

Do livro "Cidade Velha"

RONALDO FRANCO
(Belém/Pará)
ronaldofranco47@gmail.com



Referências:

Pesquisa na Net.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

A POESIA DE ANTÔNIO TAVERNARD

Suposta casa do Poeta Antônio Tavernard, casarão antigo do século passado,
que agoniza em um lento processo de deterioração.

Biografia

Antônio Tavernard nasceu no dia 10 de outubro de 1908, no mês do Círio de Nazaré e por isso foi batizado com o nome de Antônio de Nazareth Frazão Tavernard, filho de Othílio Tavernard e Marieta Frazão Tavernard, na outrora Vila Pinheiro (abreviação de Vila de São João do Pinheiro), atual Icoaraci, distrito de Belém, em um chalé, em estilo português, que ainda pode ser visitado, na rua Siqueira Mendes, número 585.

Aos dezenove anos de idade seu talento para a literatura se revelara quando obtém o segundo lugar no concurso de Contos Nacionais da Revista Primeira. A influência para a literatura vem diretamente de seu pai, leitor de Eça de Queirós, Alexandre Herculano, Machado de Assis, Álvares de Azevedo, dentre outros autores da pequena, mas criteriosa biblioteca. O pai, conforme a informação de Maria Anunciada Chaves, era jornalista, homem de letras, autor de peças de teatro, entre as quais pastorinhas, espécie de auto natalino popular, muito usado na época, vivia Othilio Tavernard modestamente, de seus proventos como funcionário da Santa Casa de Misericórdia e como redator de ‘A Província do Pará’.

Mas, o que encanta em Antonio Tavernard é poesia que, sem muitos mistérios, transformou a dor em alegria. Michael Löwy e Robert Sayre, na obra Revolta e Melancolia (1995), já haviam destacado que o Romantismo, de certa maneira, nunca saíra de moda. Por essa visão, não podemos dizer que Tavernard seria um romântico “tardio”, porém, que sua poesia possui algo que ainda não desapareceu na poesia. Ela guardaria uma mistura de tendências e inspirações românticas do século 19 e o Simbolismo. O leitor mais atento pode ver mais do que uma simples conservação do Romantismo.

Detalhes

Foi jornalista, dramaturgo e compositor, além de poeta lírico, falando de amor, morte e esperança, morreu em 1936.

Foi um dos redatores da revista A Semana, uma das mais importantes a circular em Belém na década de 1930.

Pesquisadores afirmam que Tavernard publicou apenas um livro em vida, o livro Fêmea, mas um dos parentes do poeta, Tavernard Neves, informou que em 1953 foi editado o livro de poesias "Místicos e Bárbaros".

Principais obras

Poesia

• Fêmea'

• Os Sacrificados

• 1953: Místicos e Bárbaros (publicado postumamente)


Teatro

• A Casa da viúva Costa

• A Menina dos 20 mil

• Seringadela


Produção musical

• Foi Boto Sinhá

• Romance

• Matinta-perera

• Hino do Clube do Remo


Curiosidades

• Os Sacrificados, de autoria do poeta, está desaparecido e nem mesmo seus parentes sabem onde estão os originais.

• Foi parceiro do maestro Waldemar Henrique.


Homenagem

Na localidade onde o poeta nasceu em 1908, foi inaugurada em 13 de junho de 2008, uma Biblioteca Comunitária que homenageia o nome deste grande ícone da literatura amazônica. A Biblioteca surgiu da necessidade de resgatar o nome do poeta na própria localidade onde ele nasceu. Possui um acervo de um pouco mais de seis mil obras e está aberta para a comunidade com seus serviços de informação e cultura. Hoje o casarão antigo do século passado, agoniza em um lento processo de deterioração.


Vale à pena ler e refletir sobre os poemas de Antonio Tavernard.

Pórtico

Eu quisera, em meus versos, a alvorada
de todas as belezas triunfais...
que eles tivessem a auréola imaculada
do sol de madrugada...
e que neles cantassem sabiás...
que fossem álacres como pensamentos
de crianças em férias, mais vibrantes
que pendões de palmeiras drapejantes
às carícias brutais, bruscas dos ventos
e mais ardentes do que dois amantes
no seu beijo melhor... deslumbramentos
de meios-dias tropicais fulgissem
em suas estrofes como luz das gemas...
que ora murmurassem, rugissem...
e semeassem bênçãos e anátemas...

Lacrimario
(Do diário de um tísico)

Quando eu era criança...
(Parece incrível que eu já tenha sido
criança como parece incrível a tormenta
que já fora bonança).
Quando eu era criança,
e tinha febre leve ou violenta,
e o doutor vinha, grave majestoso,
mamãe dizia: – “Se o filhinho,
tomar o seu remédio direitinho,
papai comprar-lhe-á um brinquedo mimoso
e mamãe há de dar-lhe um beijinho gostoso!”

Mamãe dizia...

E os líquidos amargos, forçando o meu desejo
eu depressa bebia...
Por causa do brinquedo, e pelo beijo...
Também parece um sonho, um sonho lindo,
que pai e mãe eu haja possuído...
Pena é que o sonho tenha terminado,
e que agora eu passe as noites acordado
escrevendo e tossindo!

Estou muito doente. Os médicos vieram
Sacudiram a cabeça, receitaram,
E se foram depois... e não voltaram...
Mas bebi tudo que me deram,
E, se é demais a dor que às vezes vem
O peito me rasgar, choro baixinho...
Não vá meu choro incomodar alguém!

A dar-me água quando estou com sede,
Mamãe já não está
Junto de mim, a balançar-me a rede
Pra lá, pra cá...
Abençôo, contudo, este abandono,
Esta vida infeliz de cão sem dono,
Porque, se aqui estivesse,
Mamãe de dor se tornaria louca,

Se ao menos percebesse
O lenço rubro, com que enxugo a boca
Que todos temem, que ninguém mais quer
e que ela seria
a única mulher
que para ungir, para suavizar,
talvez tivesse – sim teria! –
coragem de beijar...
(E o poeta morreu. Morreu sozinho,
rosa sem haste, pássaro sem ninho.
E, morto, ele sorria, como, quando,
Ia, criança, as pálpebras cerrando
No colo maternal).

Sonhos de Sol

“Nesta manhã tão clara é sacrilégio
o se pensar na morte. No entanto
é no que penso úmidos de pranto
os meus olhos cansados.

Sortilégio
de luz pela cidade... As casas todas,
humildes e branquinhas
lembram gráceis e tímidas mocinhas
no dia de suas bodas.

Morrer assim numa manhã tão linda,
risonha, rosicler,
não é morrer... é adormecer ainda
na doce tepidez de um seio de mulher!
Não é morrer... é só fechar os olhos
Para melhor sentir o cheiro do jasmim
Escondido da renda nos refolhos!...
Ah! Quem me dera que eu morresse assim.

Visita de Santo

Meu S. João,
na noite do vosso dia,
com fogueiras brilhando de alegria,
com alegras cantando num rojão,
parai um pouco na melancolia
do meu portão!

Ponde aqui o cordeirinho!...
Sentai no banco a meu lado!...

Tanta estrela no céu, e eu tão sozinho!...
Na terra, tantos sons, e eu tão calado!...

Meu santo bom, por outra noite vossa,
igual a esta (que lembrá-la possa
durante a vida que viver eu vou!...),
mandei-vos, num balão, um sonho lindo
que foi subindo,
foi subindo,
foi subindo,
té que, muito no alto, se queimou...

Mal de muitos?... Eu sei...
Mas também sei
que nunca mais outro balão soltei.
Nunca mais, nunca mais...

........................................................................

Que brisa fria!...

Lá vem o sol como balão dourado!
Levantai-vos, partis?!... Muito obrigado!
DEUS vos pague no céu, meu S. João,
esta parada na melancolia
do meu portão!...

Última Carta

"Sobre o leito de morte do poeta, foi
encontrado esse papel cheio de letras
trêmulas e manchado de lágrimas".
Por que não me vens ver? Estou doente...
É possível que morra com o luar...
Anda, lá fora, um vento, tristemente,
as ilusões das rosas a esfolhar.
E, aqui dentro, na alcova penumbrada,
onde arquejo, sozinho, sem sequer
a invisível presença abençoada
de um pensamento meigo de mulher,
há o desconsolo imenso, a imensa dor
de alguém que vai morrer sem seu amor...

De quando em quando,
o coração, que sinto
cada vez mais cansado, se arrastando,
marcando o tempo, recontando as horas,
pergunta-me, num sopro quase extinto,
quando é que virás...

Volta depressa, sim?... Se te demoras,
já não me encontrarás...

Ouço, longe, a gemer de harpas eólias...
É de febre... Começo a delirar...
Desabrocham, no parque, as magnólias...
Vem surgindo o luar...
E, como a luz do luar que vem nascendo,
eu vou aos poucos, meu amor, morrendo...

Esforço vão

No limiar da criação, fremefremindo
O meu pensamento pára...É a hora maga...
Hora fecunda, benéfica ou aziaga...:
A idéia, lenta, pouco a pouco, vai surgindo,
Tímida, arisca, vacilante, vaga...
Definida, depois...Então, reunindo
Os vocábulos vou para a ir vestindo
Com a pompa lapidar da forma... chaga
De luz é a inteligência nesse instante...
Dela escorrem, qual sangue fulgurante,
As frases tracejadas a correr...
Mas o ponto final tomba gelado...
E eu sinto, então, como um desencantado,
Toda a inutilidade de escrever.

Meu velho Violão
(Para você, minha amiga, estes versos imperfeitos, mas cheios de coração.)

Meu velho violão coberto de poeira,
a dormitar num canto em nostalgia
imóvel para sempre - pasmaceira
feita de tédio e de melancolia.
.
Não recordas as noites em que eu ia
contigo no peito, a sombra companheira,
dois loucos a cantarem nessa elegia
que era a alegria da paixão primeira?
.
Tudo depois mudou...Calei, calaste
dês a trágica vez em que vibraste
inutilmente sob a sua janela...
.
Foi como se morresses...Entretanto,
se, sem querer, te roço em teu recanto,
soluças-me, baixinho, o nome dela.

Notas sobre o Poeta:


Tavernard foi o mais corajoso poeta que Belém já teve, e é também o mais saudoso porque ninguém mais será feliz diante de tão temerário sofrimento, esse sofrimento contido pela força e pela beleza de sua poesia.

Carlos Correia Santos tinha razão quando comentou: "Se Antonio Tavernard tivesse nascido numa Lisboa daquela época, ele era muito mais do que um Fernando Pessoa hoje em dia. Eu cometo a loucura de dizer isso, porque a poesia do Tavernard, seja no poema, no teatro, no conto, fala com coisas nossas que são atemporais".

Fontes Pesquisadas:


• Enzo Carlo Barrocco
Extraído de "Tavernard, Pássaro Doente" do seu "Recanto das Letras"
• Benilton Cruz
Extraído de seu "Mente, Poeta (Consideraçoes sobre o poeta Antonio Tavenard)"
• Wikipédia
Extraído da Eniclopédia livre de Antonio Tavenard
• Carlos Correia Santos
Extraído do seu "Comentario sobre a obra de Antonio Tavernard", no portal Janela Cultural